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Jerk

19 jul

É muito difícil encontrar a origem do ritmo jerk, também conhecido como jark ou sherk. Se você souber, comente abaixo para aprendermos mais sobre esse ritmo que tem a estrutura familiar ao samba brasileiro.

Composição
É um ritmo de compasso 4/4 com três DUM e dois TA. Fica assim: DUM TA DUMDUM TA.

Características
É muito comum encontrar o jerk em músicas modernas, mas nada impede que a gente o escute em algumas clássicas e até mesmo em músicas populares. Costuma também ser tocado em solos de derbake com o ritmo puro, como demonstrado acima, ou floreado: DUM KAKATA TAKA DUM DUM TAKATA TAKA, o que pode modificar a velocidade dele para permanecer um ritmo 4/4.

Como treinar
Este ritmo pode ser tocado com snujs enquanto a bailarina dança. O DUM pode ser tocado com as duas mãos para que o som saia com mais intensidade ou com a mão direita. Pode ser a esquerda, se preferir. Depois, só tocar com a outra mão os TA. O jerk floreado costuma ser tocado pelos derbakistas, quase nunca por nós, bailarinas, tamanha a sua velocidade.

Dica de passos
O jerk apresenta característica de músicas pop, mesmo aparecendo em arranjos clássicos, mas quando é tocado é legal explorar movimentos modernos e mesclar com passos tradicionais. Uma dica é brincar com o básico egípcio sem ser da forma tradicional, parada e batendo o quadril com uma das pernas levemente colocada na frente da outra. Brinque com batidas para os lados, frente e trás, sendo que o seu pé acompanha a direção do quadril. Se preferir, use os passos para se deslocar enquando dança. Movimentos do jazz são bastante incorporados a este ritmo e, se você souber, dá até para sambar. Você pode marcar o ritmo inteiro, ou só os DUM ou TAs, com ombros, peito, cabeça etc., mas também é possível brincar com ondulações. Tudo depende da sua inspiração.

Selecionamos uma faixa do CD Jalilah’s Raks Sharki Vol 4 para mostrar o ritmo floreado e como ele aparece em duas músicas clássicas.

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Bolero

5 jul

O bolero tem origem espanhola e é considerado um ritmo muito romântico e é tido como uma rumba mais lenta. Casais apaixonados costumam se entregar ao amor no meio de uma música que desperta os mais belos sentimentos. Na dança do ventre, foram as argentinas quem incorporaram o bolero. Geralmente este ritmo aparece em partes lentas da música ou até mesmo como base de um taksim.

Composição
Rumba tem composição 2/4 e fica Dum tákátá Ká Tá Ká Dum ká. Já o bolero tem base 4/4, com apenas um DUM, dois TAKA e um TA. Sua composição fica assim: Dum kákáTá kákáTákáTákáDum Ká.

Características
É um ritmo lento que exige da bailarina muita expressividade. Costuma aparecer em músicas clássicas, mas é possível encontrá-lo na mais modernas. Pode ser dançado em casal, com um mix com dança de salão ou solo com alguns passos de jazz misturados aos da dança do ventre.


Como treinar

Não é comum a bailarina tocar este ritmo enquanto dança. Na verdade, ela deve tocar com o corpo e sua expressividade, deixando os snujs para os músicos. Mas se quiser treinar, basta deixar o DUM  na mão direita, ou com as duas mãos para marcar bem, e alternar as mãos entre o TA e o KA. Preste atenção ao tocar o TA. Ele não deve soar como o DUM. Tem que bater de uma maneira diferente para diferenciar o DUM do TA.

Dicas de passos
Deslocamentos, véus, giros e arabesques são perfeitos para quem quer dançar o bolero. Sem contar alguns toques árabes e oscilação corporal acompanhando o ritmo. Se quiser marcar alguma parte do ritmo, fique à vontade, mas o que vale mesmo é a expressão. Deixe a música tomar conta de você.

Escolhemos o Bolero do compositor e músico Mario Kirlis para ser a trilha sonora deste post. A música encontra-se no Cd “Sol Naciente – Mario Kirlis con Amir Thaleb” (2001)

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Malfuf
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Malfuf

28 jun

Embrulhado, ou enrolado seria a tradução literal mais adequada para a palavra que dá nome ao ritmo desta semana. Malfuf, Malfouf, Leff, Luff ou Laff é um ritmo que originário da África, em especial do norte do continente. Muito conhecido no Egito e Líbano, sua cadência é muito parecida com a de ritmos muito ouvidos no Brasil, como o forró ou baião.

Composição
Sua composição é muito simples, trata-se de um 2/4. A frase musical é curta, assim: DUM TAKA TAKA

Mas afinal, se a composição é simples, por que a tradução do nome retoma a ideia de enrolar, embrulhar? Uma das explicações diz que ele é utilizado nas músicas de Melea Laff (dança do lenço enrolado). Outra justificativa: este ritmo é usado para entradas e saídas. Ou seja, ele introduz e finaliza a música e a passagem da bailarina, enquanto o centro da apresentação contém o recheio, ou seja, toda a técnica da dança. Por fim, há outra que faz referência aos famosos (e deliciosos) charutinhos, arroz e carne enroladinhos por repolho ou folhas de uva.

Características
Nas músicas de dança do ventre, pode ser tocado de forma rápida- no Melea Laff- muito acelerada ou lenta, como na dança do candelabro. Em geral, aparece em derbakes e em músicas clássicas. Também é possível encontrá-lo no meio das músicas, marcando a transição dos diferentes trechos melódicos. Apesar de ser usado em danças antigas e de origem folclórica, tal como o Hagalla e o Dabke, o ritmo é encontrado em músicas modernas e coreografadas para grupos.

Como treinar
Como sempre, comece pela frase simples e depois tente acelerar o ritmo.

Dicas de passos
Como já foi dito, o Malfuf aparece com frequência nas aberturas e finalizações de músicas clássicas e durante os derbakes. Por isso, a preferência é que a bailarina opte por fazer deslocamentos, mostrando leveza, agilidade e domínio do espaço. Sua forma acelerada permite fazer passos como passeio no bosque, caminhadas e giros.

Lembre-se: Você pode tocar os DUMs, TAKs e TAs com a sua mão principal (varia para destros ou canhotos) e os e KAs com a outra. Ou então marcar os DUMs com as duas mãos, enfatizando que são mais fortes.

*Faixa do CD Ritmos Arabes Volumen 1, Mario Kirlis.

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