Tag Archives: dança moderna

Sonia

2 set

Nascida em Los Angeles (EUA) e descedente de mexicanos, Sonia começou a dançar ainda adolescente. Seus estudos iniciaram com o balé clássico, jazz e dança moderna.

Mais tarde foi influenciada pelo flamenco e danças árabes. Talvez,s por isso, seu estilo seja único. Ela desliza pelo palco de forma muito graciosa, postura ereta e movimentos suaves como oitos, giros e básico egípcios. As batidas são sequinhas, mas marcadas delicadamente. O cabelo comprido e os olhos bem marcados destacam a sensualidade desta americana.

Assista à apresentação presente no dvd “Solos from Monte Carlo”.

Suas roupas também acentuam esta característica. Usa saias com poderosas fendas laterais, algumas vezes um cinturão bem trabalhado, mas não muito comprido. Os bustiês são bem bordados e na maioria das vezes a barriga está totalmente à mostra. Os cabelos ficam soltos, ora lisos, ora bem penteados e brincos aparecem para completar a produção. As cores podem variar de acordo com a apresentação.

O estilo de música pode variar muito. Em solos, costuma dançar derbake. Aliás, ela é mestra nisso. Não é à toa que tivemos uma videoteca dedicada a ela.  Aprendeu com Issam Houshan com quem costuma se apresentar.

Veja ela dançando um derbake.

Seu domínio é tão incrível que ela parece tocar o instrumento com o próprio corpo e demonstra como é se entender com o ritmo tamanha a sintonia que ela possui com o derbake. Atualmente, ela estuda a flauta nay.

Como ela é uma das principais coreógrafas atuais do grupo The Bellydance Superstars, costuma dançar diversos estilos em shows e dvds que já lançou, como Bellydance Superstars, Solos From Monte Carlo, American Bellydancer, BDSS Live in Paris, Behind The Simmy e 30 Days to Vegas.

Sonia viaja o mundo apresentando palestras e ministrando workshops. Vamos torcer para que ela venha ao Brasil logo!

Quer ver mais vídeos dela? Acesse o nosso canal no youtube e confira Sonia arrasando em um show de derbake junto com Issam Houshan.

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Véu Wings

25 ago

Neste vídeo, vemos a bailarina Amar Gamal dançando com o véu wings. Infelizmente, não há muita pesquisa a respeito da origem deste véu na dança do ventre. Alguns dizem que é uma adaptação das imagens e rituais da Deusa Ísis, sendo que ela teria se transformado em uma ave para cantar suas lamentações. Outros falam que foram as americanas que introduziram este acessório em formato de asa para chamar a atenção do público.

Independente das especulações, sabe-se que este acessório está na moda. Muitas bailarinas, famosas ou não, usam o véu wings em suas apresentações. Ele também é chamado de véu borboleta e asas de anjo (Isis Wings, Alas de angeles…) por causa do formato em asas e pode ter várias cores e feito em diversos tecidos. Esse dafoto abaixo, por exemplo, foi confeccionado pela Rose, dona do Rose dos Véus Studio de Dança, e equipe, em seda.

No início, eram plissados e de uma cor só, mas hoje costumam ser coloridos, fruta cor e até de seda. Pode até ter só um lado da asa. Na hora de escolher, vai personalidade de cada bailarina. Existe um tamanho padrão de 3 metros para cada asa e uma altura de 1,50 m, mas você pode ir em ateliês e fazer um sob medida.

Eram muito caros quando ficaram famosos, mas hoje estão com o preço mais conta em razão da quantidade de pessoas que produzem esses véus. Existem dois modelos básicos: egípcio e argentino. O primeiro possui um velcro que você prende no pescoço, limitando o uso do véu como borboleta.

O argentino não tem isso, é uma faixa mais comprida, e assim é possível brincar com o véu de diversas maneiras: você pode colocá-lo no pescoço, cintura e fazer todos os movimentos que costuma realizar com um véu normal como helicóptero, asa de anjo, leque…além de outros tipos de giros.

Dançar com o véu wings parece fácil, mas engana-se quem pensa assim. Você precisa ter domínio dos movimentos, por isso, não fique achando que este ornamento vai esconder a sua dança.

Sem contar que uma ótima postura e força nos braços são fundamentais para que os passos saiam bem executados ao mesmo tempo que leves.

Geralmente, as bailarinas escolhem músicas modernas, com batidas fortes e usam o véu como entrada de um show. A argentina Angeles criou uma coreografia para lá de moderna na qual ela não larga o véu de jeito nenhum. É uma dança que exalta este acessório, a flexibilidade e a habilidade da bailarina.

Para quem gosta de algo mais clássico, dá para dançar uma música mais lenta, basta manter o tom de mistério. Mas na maioria das vezes ele é usado em entradas para chocar o público e passar a impressão de que a bailarina voa pelo palco.

Viu alguma apresentação com wings e achou maravilhosa? Coloque o link nos comentários para a gente ver!

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Amar Gamal

22 jul

Nascida em Cuba, Amar Gamal morou na Flórida quando era adolescente e com apenas 13 anos já dançava em uma companhia de dança do ventre chamada “Mid-Eastern Dance Exchange”, em Miami. Lá, ela foi aluna de Tamalyn Dallal (em breve no Cadernos). O talento da cubana aflorou e Amar Gamal foi a primeira bailarina a apresentar as técnicas da dança do ventre na New World School of the Arts (NWSA), escola tradicional de dança e artes perfomáticas. Foi aprovada e, durante sua permanência, aprendeu ballet, jazz, sapateado, flamenco e dança moderna.

Apesar de uma formação parecida com a da Jillina, Amar tem um estilo próprio. Quando não usa acessórios, sua dança quase não apresenta deslocamentos e seus movimentos são delicados, apesar de grandes. Sempre veremos tremidinhos, shimmis e camelos abdominais de tirar o fôlego, mas os braços ficam em posições mais básicas. É na música que encontramos toda a sua formação pluralista, tudo com uma pitada a mais de moderno: baladi, saidi, jerk e até fusões com andaluz e tecno. Quando tem derbake, não é nada tradicional.

Amar já ganhou duas vezes o “Miss America of the bellydance” e uma vez “Bellydance Break Beats”, premiações de São Francisco e Los Angeles, respectivamente. No Egito, já chegou ao segundo lugar do pódio no festival Ahlan Wa Sahlan.

Em 1998, co-fundou com Kaeshi o grupo Bellyqueen, em Nova Iorque, EUA. Esta companhia já viajou pelo país afora, passando por Canadá, Europa e Ásia. É o grupo que mais viaja, depois do Bellydance Superstars. Aliás, Amar foi escolhida como uma das seis solistas do grupo em 2002 e participou da gravação de cds e do dvd lançado em 2005, um show feito em Paris. Foi nesta época que ficou mundialmente famosa e passou a viajar o mundo ministrando aulas e seminários.

No vídeo, ela dança um baladi moderno.

Gostou dela? Assista outra apresentação no nosso canal no youtube.

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