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Falahi

2 ago

Acredita-se que o ritmo Falahi (felahi, fallahi ou felahim) foi criado pelos camponeses egípcios, os falahims, e era tocado enquanto preparam a terra para a colheita ou durante o pastoril de cabras e camelos.

Características
Ele é um Maksoum acelerado e costuma aparecer em músicas clássicas, derbakes, para acelerar a melodia, e principalmente nos folclores ghawazee, falahi (mesmo nome do ritmo), que serão abordados em breve aqui no Cadernos e também na dança do jarro e das flores.

Composição
Ele tem o compasso 2/4. Puro ele fica assim: DUM TATA DUM TA. Muitos músicos gostam de brincar com este ritmo e ele acaba saindo assim: DUM TAKATA DUM KATAKA

Como treinar
Com os snujs, bata com as duas mãos para marcar o DUM, assim o toque sai mais forte, e uma outra para marcar o TA. Se preferir, pode intercalar as mãos. Como ele é curto, vale tentar tocar ele floreado. Para isso, basta tocar cada parte com uma das mãos que fica bem fácil.

Dica de passos

Como é um ritmo bem acelerado com batida marcante é mostrar que você sabe que é ele que está ao fundo. Brinque com marcações de quadril, tremidos e pernas. Movimentos muito elaborados com os braços podem ser deixados para outro ritmo. Esse é vivo demais para você não dar atenção a ele.

Ritmo retirado do Cd Jalilah’s Raks Sharki Vol 4

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Dança do jarro

30 jun

A danca do jarro é conhecida também como samaritana, beduína, Raks Al Balaas e dança do Nilo  . São vários nomes, mas a sua origem e características são as mesmas.

Tudo começou há muitos e muitos anos quando os beduínos habitavam o deserto do Egito. A água era tão escassa que quando ocorriam as cheias do rio Nilo, as mulheres iam encher os seus jarros dançando e cantando em celebração a este elemento da natureza.

Por isso, esta dança é uma reverência à agua e à vida. Quem não se lembra do desenho “Mogli – o menino lobo” ? Nele há uma cena em que a menina vai buscar água no rio. Observe a roupa da criança e os movimentos que ela faz. Na dança do ventre, você encontra muitas semelhanças.

Os trajes costumam ser vestidos, ou roupas que cubram a barriga e os jarros, de barro ou imitação de barro, devem ser do tamanho da altura da barriga coberta da bailarina.  Os movimentos costumam englobar passeio no bosque segurando o jarro na cabeça com uma mão, ou fazendo movimento como se fosse pegar água do chão. Além disso, você pode brincar com ele, colocando ora nos ombros, ora fingindo que está bebendo água ou como uma oferenda aos deuses. Tudo de maneira graciosa e alegre já que estamos celebrando algo tão bom.

Separamos para vocês uma apresentação da bailarina Iara Costa. Ela é integrante do grupo El Raqssa e foi formada pela Carlla Silveira (em breve biografia aqui no Cadernos). Confira a improvisão com jarro apresentada no Teatro Imaculada (Belo Horizonte – Minas Gerais) em 18 de dezembro de 2009.

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