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Videoteca: Dança folclórica de casal

27 ago

Nós já estudamos o ritmo Said e falamos um pouco sobre a dança com bastões e bengalas. Nesta semana, o destaque do Cadernos é folclórico, afinal a dança do ventre tem muito mais do que só músicas clássicas.

Por isso, Márcio Mansur e Kahina, formada na famosa casa de chá paulistana Khan el Khalili, foram escolhidos para ilustrar uma dança folclórica combinando esses elementos que já falamos algumas vezes por aqui.

Aproveitem que é raro ver apresentações de homens para reparar no Márcio, que é o destaque no enquadramento. Veja como o casal interage, ora separados e ora juntos e envolvidos um pelo outro. O contato visual é muito importante neste momento.

Repare na postura de ambos, nada de braços alongados e sempre com pé no chão, enfatizando o contato com a terra e com as origens familiares. Note também como as vestimentas são diferentes das quais estamos mais acostumadas a ver.

A apresentação foi feita em Brasília, em novembro de 2007, durante as Noites do Harém. E você, também gosta de folclore? Deixe a sua opinião e comente o vídeo enquanto preparamos novos posts.

Veja + Videoteca
Aziza
Jillina, Amara e Angeles
Mahira Hassan
Suhaila Salimpour (interpretação)
Sadie (dissociação corporal)
Amir Thaleb (homens na dança do ventre)
Sonia (derbake)
Romina (improvisação)
O que destacar da música na hora de dançar
Saida (baladi)
Coreografia em grupo
Jillina (pop)

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Chiftetelli

9 ago

A palavra Chiftetelli (ciftitelli, chiftetelli, chifatelli, chifftatelli, chifititelli, tsifteteli ou shiftaatellii) tem diversos significados. Na Grécia, por exemplo, Tsiftetelli (Tschifftitilli) é usado para referir-se à dança do ventre em geral, ao bellydance do inglês.

A palavra também é utilizada para identificar o ritmo que acompanha o Taksim, improvisação melódica de um instrumento. Além disso, é o nome de um ritmo, como você já deve ter ouvido falar. É muito comum em músicas gregas, turcas e americanas usadas nas apresentações de dança do ventre.

Características
Diz-se que a Grécia ou a Turquia podem ser a pátria mãe deste ritmo 8/4. Na Turquia, além de ser usado nas apresentações de dança do ventre, também é comum nas danças de casais.

Algumas pessoas o confundem com outro ritmo, o El Zaffa, ou com o Whada wa noz. A diferença, no entanto é no acento ou na finalização dos ritmos. O Whada wa noz é tocado com a frase DUM TAKA TAKA DUM DUM TAK, enquanto o Chiftitelli é terminado com DUM TAKATA. Veja a composição e a notação gráfica abaixo. Segundo o site do derbakista Pedro Françolin, os egípcios costumam usar uma versão simplificada deste ritmo, que recebe o nome de Whada Khabir.

Composição

Entender a composição deste ritmo pode ser muito confuso, pois é encontrado com diversas notações e formas, inclusive com dois DUMs na segunda parte.

Pode ser tocado em duas velocidades. Quando é rápido, costuma ser usado em apresentações de casais ou grupos, pois as músicas assumem uma batida mais ágil e o efeito é uma dança mais alegre, ideal para este tipo de situação. Já na sua forma mais lenta, é preferido por bailarinas em solos, trabalhos de chão e ondulações, pois a melodia fica mais sensual.

Sua base é muito semelhante à um Maksum e a forma gráfica fica assim:
DUM – KATA – KATA – DUM – TAKATA  (de acordo com o derbakista e professor Rodolfo Bueno, Ruka)
Ou ainda: DUM – TAKA – TAKA – DUM – TAKATA
Outra opção: DUM – TAKA – TA – TAKA – TA – DUM – TAKATA
Forma encontrada em referências de derbakistas estrangeiros: DUM – TAKATA – TA – TAKATA – DUM – DUM – TA – TAKA

Repare que, em geral, a estrutura se mantém e é o floreio que vai sendo interpretado de formas diferentes.

Como treinar
Como sempre, comece tentando tocar o ritmo em sua forma mais pura e sem a ligação entre frases. Quando conseguir agilidade e decorar a frase musical insira a ligação e comece a treinar suas variações. Veja algumas delas neste site. Acompanhe a faixa que selecionamos abaixo.

Dicas de passos
Como você já leu acima, na versão mais lenta, costuma ser usado em solos, taksims e em trechos de dança de chão. Por isso, inpira nas bailarinas movimentos lentos, bem trabalhados e ondulações caprichadas. Também é uma ótima oportunidade para explorar braços e peitoral.

Faixa do CD Ritmos Volume 2, Mario Kirlis.

Veja + Ritmos
Falahi
Masmoudi
Jerk
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Bolero
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Said

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