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Videoteca: solo de snujs (Anthea Kawakib e Amina Salah)

18 mar

Talvez você tenha estranhado o título do post de hoje, mas é isso mesmo. Depois de já estudarmos os címbalos (leia o texto), bailarinas que detonam nas apresentações como eles – como é o caso de Ansuya– e até ver perfomances da Randa Kamel à capela, ou seja, sem músicos, apresentamos mais essa: solo de snujs, totalmente sem música!

Vencer os snujs e conseguir dominá-los não é uma tarefa fácil. Alunas e professoras costumam suar para ter coordenação para tocá-los enquanto dançam. Mas, não é que tem pessoas que resolvem fazê-los do destaque da apresentação?

Selecionamos dois vídeos para a videoteca de hoje. Ali em cima você viu a Anthea Kawakib (site oficial), que já tem mais de 15 anos de carreira. Olha só o que ela é capaz de fazer!

Está achando que ela é a única? Então veja a Amina Salah, da companhia The Beledi Dance Caravan (BDC), que atua nas cidades de Boulder e Denver, nos Estados Unidos.

Inspirou-se? Deixe a preguiça de lado, saia já do computador e vá treinar com seus snjus!

Não esqueça de dar uma passadinha na nossa área de ritmos para pegar dicas, frases musicais e ouvir as batidas.

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Os snujs

16 jun

Neste vídeo você confere a bailarina Ansuya (breve biografia aqui no Cadernos) dançando com snujs em uma apresentação que está no dvd do show das Bellydancer Superstars realizado em Paris, em 2005.

A música mal começa e esta bailarina já mostra que em suas mãos há um par de objetos que parecem castanholas de prata. Pois bem, conheça os snujs.

Os snujs – também chamados de fingers, címbalos e sagat – são um par de círculos de metal  côncavos, como se fossem pratos. Podem ser dourados, prateados com ou sem desenhos e estão disponíveis nos tamanhos P, M e G. Em cima de cada “pratinho”, há um orifício onde a gente passa um elástico para poder prender os snujs nos dedos do meio e no dedão, perto da base da unha.

Quando você bate, dependendo da intensidade e da velocidade, o som pode sair como sino ou mais duro. Quanto mais o som se estender no ar, mais bonito fica.

Músicos e bailarinas podem tocar snujs. Basta muito ensaio e estudo para desenvolver musicalidade e o chamado “bom ouvido”.  Geralmente estão presentes em músicas mais animadas (vide o vídeo), com ritmos floreados e bem marcados. Nós bailarinas podemos acompanhar o ritmo inteiro com os snujs ou fazer algumas marcações. Se você reparar no vídeo, há momentos em que a Ansuya não toca.

O importante é ouvir muito, mas muito mesmo, a música que você vai dançar para escolher os momentos nos quais tocará. Como dançar com os snujs exige muita coordenação motora, uma dica é começar devagar. Vá treinando passos simples enquanto toca, depois você aumenta o grau de dificuldade.
Depois de treinar muito e arrasar na sua apresentação, guarde eles em locais secos e de preferência, envoltos de algum tecido. Se ele escurecer, basta usar aqueles limpa-pratas que o brilho volta.

A origem dos snujs
No Egito há uma cidade chamada Bubast. Lá, as sacerdotisas costumavam uma vez por ano descer até o rio Nilo, durante os festivais que reverenciam as deusas femininas, para cantar, queimar incensos e tocar sinos que mais tarde foram substituídos pelos snujs. O som desse instrumento era para invocar a deusa Bastet, protetora  das dançarinas e das mulheres que cuidavam de crianças pequenas. Acreditava-se que a bailarina purificava o ambiente ao dançar com os snujs.

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