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Arrasou!! Elis Pinheiro (10 anos)

21 jun

E no Arrasou!! da semana, só poderíamos homenagear Elis Pinheiro, no evento de 10 anos de carreira, comemorado no sábado (18/06). Contou com a presença de diversos profissionais da área e grupos de alunas convidadas.

 

 

Também estiveram presentes grandes nomes como Lulu Sabongi, Amara Saadeh, Kahina, Mahaila el Helwa, Jade el Jabel, Mahira Hasan, Aziza Mor-Said, Chrystal Kasbah, Fabi França e Tony Mouzayek.  No vídeo acima, Elis apresenta um solo com véu.

Sucesso para ela e para os profissionais da dança, afinal, a carreira é de um, mas a festa é para todos!

Veja + Arrasou! aqui

Moda e dança do ventre

15 fev

Meninas, aproveitando o clima da SPFW, que aconteceu em São Paulo de 28 de janeiro a 02 de fevereiro, vamos falar um pouco sobre moda. Muitas leitoras têm dúvidas e escrevem perguntando como explorar melhor as formas do corpo com as roupas de dança do ventre, sobre modelos de saias e se na dança também há o entra e sai da moda.

Para entender melhor esse assunto, entrevistamos Simone Galassi, que já tem mais de 17 anos de carreira na área e já vestiu bailarinas como Lulu Sabongi e Kahina. Simone, que começou com um ateliê de bijuterias, começou a se especializar neste segmento da moda depois que começou a fazer aulas. Como não tinha muitos recursos financeiros, optou por fazer seus próprios acessórios e cinturões. Proprietária do Atelier Simone Galassi, lançou em 2010 uma nova marca, a Brasil Fashion Dance (BFD), com roupas e acessórios para diversos estilos de dança. Ela afirma que a roupa deve refletir a personalidade da bailarina, para que fique mais à vontade para se expressar.

Nesta parte da entrevista, você conhecerá um pouquinho da carreira e da postura da Simone com relação à dança do ventre e terá uma visão um pouco mais ampla da moda neste universo.

1) Você já tem muitos anos de carreira. Como foi o seu trajeto?
Conheci a dança do ventre numa festa das nações, em 1993, e resolvi aprender a dança do ventre. Fazendo aulas, me encantei com seus brilhos e meu ateliê, que era de bijuterias convencionais, acabou direcionando-se para a dança. Com o tempo, fui ganhando a confiança dos clientes e precisei me especializar e estudar moda para atender bem o meu novo mercado.

2) Você acha que cada roupa deve ser única ou defende a reprodução de roupas para bailarinas diferentes?
Apesar de não parecer, o mercado da dança do ventre é bem pequeno e as bailarinas profissionais acabam se encontrando muitas vezes em shows. Não seria muito constrangedor chegar para dançar e a outra bsilsrinsa contratada estar vestindo o mesmo figurino que você? Cada bailarina independente do seu estilo de dança tem sua porção mulher e seu figurino deve respeitar e ser criado exclusivamente a partir dessa personalidade.

3) Como é a moda na dança do ventre? Ela tem mudanças drásticas ou o processo mais lento? Apesar de permitir modelagens que não poderiam ser comercializadas, por enquanto, na moda fashion, a moda para dança do ventre também tem suas limitações devido às tradições e folclore. Durante esses anos como estilista vi a moda para a dança evoluir em relação às modelagens por um período. Hoje a vejo mais estável, mas isso se deve ao resgate do clássico e folclórico, que o mercado da dança vem buscando e a moda precisa acompanhá-lo.

4) Existe algum tipo de roupa que você prefere desenhar?
Gosto muito de desenhar vestidos, pois como cobrem o corpo todo, eles me dão mais campo para trabalhar e criar recortes que não são possíveis nas saias.

Aguarde, na próxima semana, as dicas para roupas para cada tipo de corpo!

Veja + Dicas
Saias para dança do ventre
O brilho das roupas

A dança do ventre como profissão

8 fev

Mocinhas, um assunto muito importante quando se fala em dança em geral, em especial, a dança do ventre é a questão da profissionalização. Para trazer o tema à tona, publicamos abaixo um artigo muito interessante para levantar a discussão. O que você, aluna e professora acha? Deixem seus comentários!

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Por que não se profissionalizar?

Tenho observado muito, durante todos estes anos em que estive envolvida em danças e em especial danças árabes, que existe uma resistência muito grande entre os “profissionais” da área em assumir legalmente sua profissão, ou seja, professor de dança ou dançarino.

Talvez essa resistência seja cultural, devido aos preconceitos sofridos dentro de uma sociedade excessivamente material, em que a arte não é reconhecida como uma profissão, mas apenas um passatempo ou terapia. Essa crença que vem nos perseguindo há séculos, faz parte do inconsciente coletivo no qual estamos imersos e de alguma forma está enraizada em nossas mentes.

Através da observação e várias experiências, consegui ampliar minha estreita visão e chegar a conclusão de que, enquanto dançarina e professora de dança, estive durante muito tempo me defendendo dos questionamentos da sociedade com relação ao sucesso material que essa carreira deveria trazer. Esse movimento me levou a autodefesa que me impelia atacar os poucos e frágeis meios duramente erguidos de tentativa de oficialização desta profissão.

Hoje consigo perceber que somos carentes de um sindicato mais atuante, de uma associação de classe, de oficialização da profissão, de educação profissional, de exercício de direitos e deveres, ou seja de cidadania.

Minha intenção não é criticar o que já foi conseguido a duras penas com o empenho de algumas pessoas, mas sim provocar em você, professor, dançarino, uma profunda reflexão livre de preconceitos, sobre por que não assumir legalmente esta profissão.

Se eu quiser reconhecimento legal do meu trabalho tenho que começar por me auto-reconhecer como profissional. Empenhar-me e investir para conseguir um diploma registrado em órgão competente, buscar inscrição em entidade de classe, e acima de tudo, pagar meus impostos referente a receita que obtive com minha profissão. Daí sim, com o peito aberto, vou preencher o campo “profissão” no formulário de abertura de crédito como: Instrutor de Dança, Bacharel em Dança, Dançarino Profissional.

Você leitor pode estar pensando neste momento: “Um diploma não quer dizer nada. Existem várias pessoas com diploma que na prática não são bons profissionais”. Eu concordo plenamente com você, porém, deixo a seguinte pergunta: “Você acha mesmo que todo engenheiro que sai da faculdade é um bom profissional”?

A questão não é o diploma ou o DRT, ou seja lá qual for a oficialização, a questão é: Se você é um professor ou dançarino que tem anos de estudo e ótimo desempenho, porque não oficializar sua profissão? Por que queremos viver de dança, mas “temos que fazer uma faculdade por conveniência”?

Hoje são inúmeros os dançarinos e professores de dança que temos no Brasil, dentre estes existem grandes profissionais que deram seu melhor para a elevação do padrão de qualidade, através da busca comprometida de informações, de viagens internacionais, de pesquisa, etc.. Temos que agradecer estes profissionais pela grande contribuição que nos trouxeram e continuar com esse processo de evolução, do qual não podemos fugir.

Pesquise os inúmeros benefícios que estas ações podem trazer para a sua carreira. Imagine sua vida daqui a 10 ou 15 anos. Auto eduque-se. Busque informações jurídicas, saiba mais sobre o exercício de cidadania.

Construa o seu legado, se perceba além de dançarino, faça a diferença! Um diploma sem talento não muda muita coisa. Um diploma com talento pode mudar uma sociedade!

** Escreveu este artigo: Fernanda Payão – Iniciou os estudos em dança árabe com a professora Sâmara, em 1998. Integrou o Grupo Souham de Dança do Ventre durante 7 anos. Desde 2001 é proprietária e professora do Shiva Nataraj Danças e Práticas. Dirige o Grupo Lakhi de DOC (Dança Oriental Contemporânea).

OBS. O artigo foi publicado na íntegra, com autorização da autora. O Cadernos de Dança não se reponsabiliza pelo conteúdo do mesmo, colaborando apenas para a divulgação de informações sobre a dança do ventre.

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