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Videoteca: Carlla Sillveira

15 out

Carlla Sillveira deixou a carreira de bailarina de dança do ventre, como vocês podem ler no seu site oficial. Ela já dançava desde 1996 e é reconhecida com uma das melhores profissionais do país.

Em 2009, foi madrinha do Mercado Persa, promovido por Samira e Shalimar Mattar. Ganhou diversos prêmios e entrou para a equipe do Noites do Harém, da famosa casa de chá Khan el Khalili em 2001.

Seu currículo é muito completo e diversificado. Já fez workshops com Farida Fahmy, Mahmoud Reda, Samara, Raqia Hassan, Lulu Sabongi e outros. Aliás, ela é um exemplo vivo da importância de se reciclar, seja você uma aluna amadora ou profissional em busca de atualização. A moça acha a formação tão importante que mesmo depois de parar de dançar ainda ministrará e promoverá aulas pelo Brasil.

Vamos relembrar um pouco da sua graciosidade com a videoteca de hoje? Neste vídeo de 2009, Carlla faz uma apresentação clássica. Repare na leveza da transição entre os movimentos e estilos nos diferentes trechos da música.

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A dança da espada

21 jul

Dizem que a dança da espada surgiu como uma forma simbólica de libertação das mulheres, que em diversos contextos históricos, foram subjulgadas pelos homens. Assim, elas começaram a dançar com estas armas de guerra, símbolos da violência e do poder com movimentos sinuosos, delicados e com equilíbrio, mostrando total controle do objeto. A lição de moral é muito bela e representativa: “Você controla a minha vida, mas não o meu espírito.”

Outra versão, indica que a dança é uma homenagem à deusa egípcia Neit, considerada protetora, caçadora, guerreira e que abria caminhos. Outras afirmam que as mulheres tomavam as espadas dos guerreiros e guardas no final da guerra e equilibravam no seu corpo para demonstrar que eram melhores como acessórios do que como armas.

Há também quem diga que elas dançavam assim como uma espécie de agradecimento ou celebração da vitória na guerra. Neste sentido, a dança reflete a luta dos árabes pela terra. Por fim, outra lenda conta que elas precisavam demonstrar habilidades para seus reis. Independente da origem, esta da dança demonstra habilidade, técnica de dissociação perfeita e total controle do corpo – ou como propõe a primeira lenda, do espírito- da bailarina.

A espada
A espada pode ser de diversos materiais e ter vários pesos. Em geral, são prateadas. As egípcias e argentinas são mais pesadas e possuem desenhos e ornamentos tanto no cabo quanto no metal. Aqui no Brasil, você encontra também as opções em inox, com menos detalhes e muito mais leves. Para motivos ilustrativos, você pode comparar as diferenças de forma e modelos das espadas em sites como este.

Você pode escolher entre espadas com chanfradura, lixa ou parafina no chamado ponto de equilíbrio, região na qual você deve equilibrar a espada. O cabo pode ser em metal, madeira ou com acabamento em couro. Cuidado com as lixas, que podem quebrar todo o seu cabelo, ainda mais se você tiver dificuldade de equilibrá-la. Uma espada boa pode variar de 100 a 300 reais.

Dança com espada
A bailarina pode usar a espada para fazer poses ou equilibrá-la na cabeça, mãos, cintura, abdômen, ombro, coxa, pés e onde mais a sua imaginação deixar. É utilizada em músicas lentas, por isso, é comum ver oitos, redondos e outros movimentos sinuosos como os camelos e ondulações durante a apresentação. Porém, é comum ser usada em danças de chão e em derbakes, com shimis e marcações. Nos deslocamentos, é usada principalmente com giros.

No vídeo abaixo, você pode ver na prática como é a dança da bailarina Carlla Silveira, que faz uma graciosa apresentação em Aracajú. Na nossa conta do Youtube, você também pode ver a argentina Angeles Cayunao dançando com duas espadas e a brasileira Lili Zahira dançando no Dunas bar.

A necessidade de provar o controle da espada fez com que, recentemente, algumas apresentações fiquem parecidas com espetáculos circences, com pouca dança. E você, gosta das apresentações com acrobacias? Ou prefere com mais passos de dança?

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Dança do jarro

30 jun

A danca do jarro é conhecida também como samaritana, beduína, Raks Al Balaas e dança do Nilo  . São vários nomes, mas a sua origem e características são as mesmas.

Tudo começou há muitos e muitos anos quando os beduínos habitavam o deserto do Egito. A água era tão escassa que quando ocorriam as cheias do rio Nilo, as mulheres iam encher os seus jarros dançando e cantando em celebração a este elemento da natureza.

Por isso, esta dança é uma reverência à agua e à vida. Quem não se lembra do desenho “Mogli – o menino lobo” ? Nele há uma cena em que a menina vai buscar água no rio. Observe a roupa da criança e os movimentos que ela faz. Na dança do ventre, você encontra muitas semelhanças.

Os trajes costumam ser vestidos, ou roupas que cubram a barriga e os jarros, de barro ou imitação de barro, devem ser do tamanho da altura da barriga coberta da bailarina.  Os movimentos costumam englobar passeio no bosque segurando o jarro na cabeça com uma mão, ou fazendo movimento como se fosse pegar água do chão. Além disso, você pode brincar com ele, colocando ora nos ombros, ora fingindo que está bebendo água ou como uma oferenda aos deuses. Tudo de maneira graciosa e alegre já que estamos celebrando algo tão bom.

Separamos para vocês uma apresentação da bailarina Iara Costa. Ela é integrante do grupo El Raqssa e foi formada pela Carlla Silveira (em breve biografia aqui no Cadernos). Confira a improvisão com jarro apresentada no Teatro Imaculada (Belo Horizonte – Minas Gerais) em 18 de dezembro de 2009.

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