Tag Archives: ayub

Bayou

17 jan

Hoje nós vamos estudar um ritmo que se parece muito com o Ayub. Pouco se sabe sobre a sua origem, mas é importante estudá-lo para não confundir. A diferença é que o bayou é tocado de forma mais lenta e aparece mais em solos de derbake do músicas comuns, ao contrário do ayub.

Composição
Ritmo de compasso 2/4, ele apresenta três DUMs e um Ta na sua composição.

O problema é que os dois segundos DUMs, aparecem juntos contando um tempo só. Por isso, se lê:

DUM DUMDUM TÁ

Como treinar
Pegue seus snujs. Com as duas mãos, marque o DUM e com uma marque o TA. Se preferir colocar um em cada mão, pode ficar mais fácil. Acompanhe o ritmo tocado abaixo e mãos nos snujs!

Dica de passos
Deslocamentos são muito usados quando este ritmo aparece. Você ainda pode brincar com marcações de quadril simples, duplas ou marcando o ritmo totalmente. Vai da sua criatividade. O passo ayub não costuma ser usado aqui.

Veja + Ritmos aqui

Videoteca: Elis Pinheiro (warda)

5 nov

Lembra que quando estudamos o ritmo ayub havia duas maneiras de tocá-lo? A acelerada, comum nos folclores, e a forma lenta típica do zaar? Pois bem, selecionamos este vídeo da bailarina Elis Pinheiro para mostrar como este ritmo pode aparecer no meio da música na sua forma mais lenta, porém, forte.

Elis dança Warda e, apartir de 1’50”, vemos como o ayub aparece. Veja como ela realiza o próprio passo ayub com uma velocidade mais lenta, ao mesmo tempo em que brinca com movimentos de cabeça.  Em breve, iremos estudar com mais profundidade esta dança e esta bailarina aqui no Cadernos. Enquanto isso, vamos admirá-la nesta videoteca.

Veja + Videoteca aqui

Karachi

20 set
Lembram-se do ritmo Ayub, marcado pela repetição do DUM KA DUM KA DUM? E do Malfuf, DUM TAKA TAKA DUM TAKA TAKA, muito usado com deslocamentos pelas bailarinas de dança do ventre? Para entender o Karachi você precisa ter bem claro estes outros ritmos, pois o Karachi é muito semelhante a eles, apesar de ter suas particularidades.

Composição
Como um ritmo 2/4, é ágil possui uma frase musical curta. Assim como outros, exemplo do Ayub, marca com intensidade uma batida diferente do tradicional DUM. Pode-se dizer que o Karachi é, de forma bem simplificada, uma versão do Ayub inversa. Compare e entenda o por quê:

Ayub DUM KA DUM KA DUM
Karachi TA KA TA DUM (existe também em uma variação com dois KAs seguidos)

Características
Se você esteve atenta aos nossos últimos estudos, vai perceber que este ritmo é muito parecido com o Malfuf, representado pelo DUM TAKA TAKA. Repare que, apesar da semelhança, há uma diferença fundamental, além do toque espaçado dos TAs e KAs. Este ritmo começa com um TA, batida um pouco mais aguda e não com um DUM.

Esta pequena célula musical indica, por exemplo, que o Karachi não é um ritmo egípcio, apesar de ser utilizado amplamente na região. O músico Hossam Ramzy explica o motivo: é muito incomum encontrar ritmos da região que começam com TA e que esta partícula ganhe tanta força quanto um DUM.

Como treinar
Já está ficando fácil, não? Pois é, a ideia permanece a mesma dos outros ritmos. Pegue seus snujs, escolha um bom CD e mãos à obra. Mas desta vez não esqueça de começar pelo TA que, em geral, é tocado na mesma mão do DUM. O resto você já sabe…DUMs para um lado, KAs para o outro. Ou então marque os DUMs com ambas as mãos. Veja no vídeo abaixo uma apresentação instrutiva curtinha, porém muito bonita, com o ritmo da semana como base.

Dicas de passos
Karachi é o nome de uma cidade do Paquistão e, traduzida, a palavra significa “rolar”. Combine isso com seus conhecimentos sobre a velocidade deste ritmo e pronto! Você logo perceberá que deve abusar dos deslocamentos quando reconhecê-lo em uma música. Aliás, assim como o Malfuf, também é amplamente usado em aberturas e finalizações.

Faixa do CD Rhythms of The Nile 1, de Hossam Ramzy.

Veja + Ritmos aqui

%d blogueiros gostam disto: