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Zeibek

14 fev

Apesar de ter a mesma origem, o ritmo Zeibek é muito diferente do Karsilama. O Zeibek é usado pelos gregos e uma dança chamada Ziembeikiko, tradicional da Grécia e comumente apresentada por um homem dançando com um copo na mão simbolizando a dança do bêbado.

Esta dança também era conhecida como a dança do sofrimento da guerra, mas com o passar dos anos este sofrimento passou para o amor.

Características
É um ritmo mais lento que soa duas vezes como um ritmo básico, o maksoum por exemplo, de quatro tempos somados mais um tempo.

Composição
Composto por 9/4, ele aparece agrupado como 4+4+1.

DUM TA_TA DUM TA DUM TA_ TA DUM TA TA

Este último TA, dá aquela batida extra que torna este ritmo tão singular.

Como treinar
Com seus snujs, bata o dum com uma das mãos e o ta com a outra. Não esqueça que o símbolo “_” representa um pausa deste ritmo.

Dica de passos
Sequências de impacto costumam ser usadas ao dançar este ritmo ainda mais que a marcação final é dorte. Você pode brincar com deslocamentos ou marcações totais, parciais e até unitárias.

Mescle movimentos ondulatórios com batidas sem esquecer de trabalhar braços, peito e deslocamentos para evitar que os passos fiquem presos ao quadril.

Dança do punhal

11 ago

Há controvérsias quanto à origem da dança do punhal, ainda mais porque não existem muitos estudos a respeito e sim crendices pela internet. Alguns dizem que a preferida do sultão dançava com este acessório para mostrar que era superior às outras mulheres do harém, enquanto outros falam de uma história mais sombria relacionada aos bordeis da Turquia.

Nesta versão, diz-se que entre 1600 e 1700, os ciganos raptavam as europeias porque elas tinham o corpo e rosto bonitos e as trancafiavam em bordeis onde seriam desposadas após uma disputa entre os homens que usavam o punhal nas lutas. Depois da luta, ele era enterrado no chão para que as energias negativas da luta fossem sugadas pela terra.

Há uma outra versão que conta que os mouros também raptavam mulheres a mando do sultão para aumentar o harém.

A bailarina Shahira Burkan acredita que muitas mulheres eram forçadas a dançar para o público e escondiam o punhal no corpo para poderem se defender, caso algum homem exigisse uma intimidade.

Além disso, o punhal era muito usado pelos ciganos para abrir matas o que aderiu a simbologia de superação e pionerismo ao instrumento. Os egípcios relacionam esta dança com a deusa Selkis, símbolo da morte e da transformação, mas é também tida como símbolo do sexo por causa das odaliscas do sultão.

O punhal é considerado uma arma branca e possui uma lâmina curta. Claro que, atualmente, esta lâmina não é mais cortante já que é um acessório para dançar.

Normalmente, a bailarina entra com ele escondido em alguma parte da roupa e no meio da coreografia, revela o acessório. Há alguns significados ao colocá-lo em determinadas partes do corpo.

Por exemplo, no peito demonstra amor. No meio dos seios, com a ponta enfiada no decote, significa sexo. Na testa com a ponta para baixo é magia, já com o punhal na horizontal representa assassinato. Nos dentes e no ventre é destreza e desafio.  Entre as duas mãos e com movimentos sinuosos é uma homenagem a quem está na plateia. Segurá-lo com a ponta para fora da mão  demonstra a liberdade da bailarina, enquanto a ponta para dentro indica que ela está comprometida. Se a bailarina bater o punhal na bainha, é como se fosse um chamado para a dança.

Na hora de escolher a música, nada de derbakes, folclore ou as mais animadas. Escolha uma mais tranquila com um certo ar de mistério. O ritmo é livre, mas lembre-se de manter as características desta dança.

Não existe uma roupa específica para dançar com o punhal, mas é levado em consideração a cor usada. Por exemplo, o preto simboliza a justiça e o elemento que absorve a energia negativa e a transforma em algo bom. O roxo é a cor da realeza que conecta a bailarina aos planos espirituais, como se ela traçasse o seu próprio destino. E o azul aponta o domínio dos espíritos ao mesmo tempo que mostra quietude e confiança.

Escolher um vídeo para ilustrar este post não foi uma tarefa fácil. Por isso, deixamos aqui a bailarina Kayra em um solo bem sensual da música Yearning de Raul Ferrando, durante uma apresentação em Fuengirola, no festival “Andalusian Passion”, realizado em 2008.

No nosso canal do Youtube, você pode conferir um grupo dançando e uma apresentação cênica de Shirley Suheil, com direito a participação de um sultão.

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