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Dia do beijo (Tarkan – Simarik)

13 abr

Todo mundo lembra quando o rapaz dos olhos claros e bem marcados explodiu no Brasil com a música do beijo. O sucesso veio na época da novela “O clone”, exibida na Rede Globo, e teve até versão em português. O cantor Tarkan Tevetoğlu, turco nascido na Alemanha, ficou famoso ao misturar o pop com outros estilos de música do oriente médio. Foi apelidado de “Príncipe do pop”.

Para não deixarmos o dia do beijo passar em branco aqui no blog, recordaremos a tal música “Simarik”.

Simarik

Ela está de braços dados com um homem
E me leva à loucura por causa disso
Ela tem chiclete na boca
Mascando-o de forma insolente, fazendo bolas estourarem

Talvez seja por isso que eu goste tanto de você
Porque eu não me tornei o seu dono
Um homem pode aguentar isso, garota mimada?
O mundo mudou assim?

Olhos pintados de preto
Embelezado com lábios vermelhos brilhantes
Ela se levanta me desafiando
E ri de mim de forma insolente

Foi desse jeito que aprendemos com os nosso pais?
Nós estamos parecendo tolos para todo mundo
Novos costumes chegaram na vila antiga
Amigos, nós estamos numa situação difícil

Você é uma maluca
Puxando uma cobra da sua toca
Minha grande desgraça
Quando eu te pegar…(beije, beije)

Eu estou procurando proteção com você, querida
Eu estou deitado no seu colo, querida
Eu estou queimando no seu fogo, querida
Tenha piedade!

Você é uma maluca
Puxando uma cobra da sua toca
Minha grande desgraça
Quando eu te pegar…(beije, beije)

 

Azza Sharif

2 dez

Azza Sharif às vezes é ofuscada pelo brilho de outras bailarinas contemporâneas. Porém, quem gosta de dança do ventre e quer se aperfeiçoar não pode deixar de estudá-la.

Sua carreira deslanchou mesmo nas décadas de 1970 e 1980, apesar de já dançar desde os 18 anos, em casas como Sahara City e Hilton Al Nile. Consideravam a moça muito nova para dançar no Egito, por isso, mudou-se para o Líbano.

De lá partiu também para Inglaterra e Alemanha até que tivesse idade para voltar para a terra dos faraós. Finalmente, depois de ter completado 20 anos, conseguiu um contrato com a famosa Mena House. Durante sua formação, teve aulas com a mestra Raqia Hassan.

Fez 21 filmes, sendo que contracenou com Tahia Carioca em “Khalli Balak min Zuzu”, uma de suas primeiras experiências cinematográficas. Fez apresentações com músicos como Reda Darwish, Fouad Marzouk e Khamis Khandish. Afirma-se que foi elogiada por Oum Kalthoum: “Seu corpo é perfeito para a dança do ventre,” teria dito a cantora.
É difícil encontrar materiais biográficos sobre Azza Sharif, mas o que realmente importa é analisar um pouco da sua dança. Assim como as egípcias que já estudamos, Azza também dança com uma interpretação forte, colocando alma na música para transmitir seus sentimentos durante a apresentação.
Pesquisando sobre os workshops que já ministrou, descobrimos que isso é tão forte nela que às vezes ela nem passa coreografias e convida as aulas para simplesmente acompanhar seus movimentos.


Um dos mais utilizados por Azza é o twist, aliás, ela recorre a ele de tantas formas e maneiras diferentes que Lulu Sabongi a considera a “Rainha do Twist”. Não pense que isso faz de sua dança algo monótono. Na verdade, ela tem um ótimo repertório de passos que são complementados pela meia ponta alta e braços que emolduram o corpo. Ela também é famosa por suas apresentações de folclore.

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Nadia Gamal

26 ago

Há vinte anos atrás o mundo se despediu de Nadia Gamal, eleita como representante oficial das danças árabes no mundo. O título veio do Festival Internacional de danças de Viena, em 1984. A bailarina egípcia faleceu em 1990, de um câncer. Sua estreia na dança aconteceu décadas antes e nos anos 50 e 60 já era considerada uma profissional brilhante.

Carreira
Nadia Gamal, filha de gregos e italianos, nasceu em Alexandria, em 1937, com o nome Maria Kardiadis. Ainda pequena, via sua mãe se apresentar na famosa casa Cassino Opera, de Badia Massabni. Aos poucos, começou a fazer apresentações solos de danças diversas. Dizem que sua primeira experiência oficial na dança do vetre foi em uma noite em que precisou substituir uma bailarina que ficou doente. O sucesso daí para frente andou de mãos dadas com ela.

Nos anos 60, mudou-se para o Líbano, país que considerava sua casa e não saiu de lá nem mesmo durante a guerra civil. Ela também seguiu os passos de outras colegas da dança e fez carreira no cinema em filmes como “Qalbi Yahwak” (1955), “Ahed El Hawa” (1955) e “Izzay Ansak” (1956).

Veja uma cena durante um casamento

Nadia teve aulas de balé clássico e moderno, jazz, coreografia e até piano. Passou por países como Alemanha Ocidental, Áustria, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Itália, Portugal, Suíça, Turquia, Venezuela e, claro, Líbano e Egito. Foi a primeira bailarina oriental a participar do Festival de Baalbeck, no Líbano, em 1968.

Movimentos
Assistindo suas apresentações é possível notar como ela se desloca rapidamente e ocupa todo o espaço. Além disso, sua caracterísitca mais forte é a dramaticidade, que deve ter herdado da mãe, que participava de uma companhia de teatro, e da sua experiência como atriz. Shimmies e batidas muito intensas fazem parte dos movimentos mais usados por ela.

Não é à toa que bailarinas atuais como a Saida também fazem passos tão intensos e marcados. Nadia é quase sinônimo para aquilo que conhecemos como estilo libanês. Gostou da Nadia Gamal? Então procure o livro “Great spirits: portraits of life-changing world music artists”, de Randall Grass, e leia o capítulo especial sobre ela. Outra dica super bacana é visitar este multiply, com vídeos muito legais e que não são fáceis de encontrar no Youtube.

Acesse nosso canal no youtube e assista a outra apresentação de Nadia Gamal.

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