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Al-santoor

21 dez

Al-Santoor é um instrumento que possui de 72 a 100 cordas. Seu formato é um trapezóide, revestido por pele, e é tocado pendurado ao corpo por duas baquetas, uma atrás que é mais fina e outra na frente maior que é responsável pelo som mais grave do instrumento.  Mesmo asssim, é mais agudo que o som do alaúde.

Sua origem é incerta, mas acredita-se que os primeiros al-santoor apareceram na Babilônia. Assista ao vídeo e observe como é o som deste instrumento. É muito usado nas música gregas e árabes.

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Videoteca: Taqsim (Nagwa Fouad e Lulu Sabongi)

1 out
A videoteca desta semana está mais do que especial. Selecionamos um tema importantíssimo para estudar, o taqsim. Além disso, daremos referências aos diversos outros conteúdos que já exploramos em posts antigos. Prepare-se para muita informação!

O taqsim (taksim) é uma improvisação melódica, um solo de um instrumento durante uma música. Pode ser acompanhado de um ritmo de base, a exemplo do Wahda wa noss e Chiftetelli. Pode ter ou não métrica e aparece em composições árabes, turcas, gregas e de países do Oriente Médio.

Nestes trechos, a bailarina precisa acompanhar com extrema perfeição o som do instrumento, transmitindo pelo seu corpo as variações de velocidade, tensão e  notas. Por isso, é preciso conhecer em detalhes a música e é fundamental ter muita sintonia com o músico, caso a apresentação seja ao vivo. Evite marcar o ritmo e priorize a melodia, com toda a sinuosidade e leveza.

Muitas pessoas consideram o taqsim uma conexão com o mundo espiritual. É um momento introspectivo. Quando bem feito é um dos pontos mais altos de uma apresentação.

Para ilustrar este tema, selecionamos um vídeo da lindíssima Nagwa Fouad, que já apareceu em uma biografia do Cadernos, no qual ela explora o taqsim em acordeão, tabla e kanoon.

Existem solos de taqsim dos mais diversos instrumentos, como o de violino, kanoon, alaúde, acordeão, nay, rababa, teclado e assim vai. Cada instrumento exige um tipo de movimento diferente. Por exemplo, o violino pede ondulações e, dependendo da extensão da nota, tremidinhos suaves. Já o kanoon exige um pouco mais dos tremidos, em especial quando combinados com outros passos. De qualquer forma, lembre-se de ficar centrada entre os públicos e de explorar movimentos com muita técnica e pouco deslocamento.

Por fim, fica uma dica bem interessante para quem quer aprender mais sobre o tema. O volume VI da série “A Arte da Dança do Ventre”, da Lulu Sabongi, é exclusivamente sobre a construção de um taqsim. No vídeo abaixo, Lulu fala especialmente dos tremidos em trechos de taqsim. Concentre-se, prepare o corpo e a cabeça para estudar bastante e comece a treinar!


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Buzuq

21 set

Considerado um violino turco e relacionado com os ciganos do Líbano e da Síria, o bazuq (buzuq, bouzouk) tem origem grega e é como se fosse um alaúde menor, tanto no braço quanto na caixa acústica.

Além disso, só possui duas cordas de metais das quais sai um som bem mais agudo. Por isso, pode ser tocado junto com o alaúde em uma mesma música sem repetir os mesmos sons.

Ouça a música de Khalid Joubran chamada “blue dive” e repare que os sons agudos emitidos pelas cordas são do buzuq.

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