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Saias para dança do ventre

17 nov

Você já acompanhou aqui no Cadernos algumas informações sobre os modelos de roupas usadas pelas bailarinas. Para escolher uma que combina mais com o seu perfil e estilo, que tal conhecer em mais detalhes os modelos de saias? Em geral, elas são conhecidas pelos nomes dos quatro elementos fundamentais da natureza.

A mais comum é a de MODELO ÁGUA, que possui duas fendas frontais na mesma altura e é godê no quadril. É ideal para quem gosta de explorar a silhueta das pernas. Tome cuidado com os tecidos transparentes. Não é por acaso que muitas bailarinas utilizam duas saias sobrepostas. A duplicação dá um efeito ainda mais bonito, pois o volume dos movimentos aumenta. Ótima para giros.

Outra opção com duas aberturas frontais é a de MODELO TERRA. A diferença, neste caso, é do corte, pois possui cós ou elástico na cintura. Tradicionalmente, pede tecidos sem transparências, como seda, cetim, jersey ou liganete. Por isso, não há necessidade de colocar outra por baixo.


Com fendas laterais, a de MODELO AR também leva os mesmos tipos de tecidos da anterior. O motivo? Geralmente são justas ao corpo, com cós e sem elástico. Delineiam mais as formas da bailarina. Evite aquelas com fendas unilaterais, que ficam muito rentes ao corpo, tirando a liberdade dos passos.

As fendas duplas frontais também são usadas nas de MODELO FOGO, saias compostas por quadrados presos ao cós da saia. O resultado você já conhece: sais volumosas com pontas de tecido de diversos tamanhos. Os tecidos podem ser coloridos, tom sobre tom ou de uma cor só.

A estas quatro bases podem ser colocadas variações. Você pode escolher uma saia bem rodada, godê, que fica linda nos giros. Ou optar com um corte reto, que se mantém igual da cintura até os pés. Outra opção são as franzidas com elástico do quadril aos joelhos. As chamadas SEREIAS ficam soltas e rodadas somente na parte inferior das pernas. Algumas também possuem fendas laterais com detalhes em X.

Escolha aquela que mais combina com o seu estilo de dança. E não se esqueça de ensaiar com ela antes de se apresentar. Além de verificar o tamanho, você se acostuma e evita surpresas desagradáveis.

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Dança do jarro

30 jun

A danca do jarro é conhecida também como samaritana, beduína, Raks Al Balaas e dança do Nilo  . São vários nomes, mas a sua origem e características são as mesmas.

Tudo começou há muitos e muitos anos quando os beduínos habitavam o deserto do Egito. A água era tão escassa que quando ocorriam as cheias do rio Nilo, as mulheres iam encher os seus jarros dançando e cantando em celebração a este elemento da natureza.

Por isso, esta dança é uma reverência à agua e à vida. Quem não se lembra do desenho “Mogli – o menino lobo” ? Nele há uma cena em que a menina vai buscar água no rio. Observe a roupa da criança e os movimentos que ela faz. Na dança do ventre, você encontra muitas semelhanças.

Os trajes costumam ser vestidos, ou roupas que cubram a barriga e os jarros, de barro ou imitação de barro, devem ser do tamanho da altura da barriga coberta da bailarina.  Os movimentos costumam englobar passeio no bosque segurando o jarro na cabeça com uma mão, ou fazendo movimento como se fosse pegar água do chão. Além disso, você pode brincar com ele, colocando ora nos ombros, ora fingindo que está bebendo água ou como uma oferenda aos deuses. Tudo de maneira graciosa e alegre já que estamos celebrando algo tão bom.

Separamos para vocês uma apresentação da bailarina Iara Costa. Ela é integrante do grupo El Raqssa e foi formada pela Carlla Silveira (em breve biografia aqui no Cadernos). Confira a improvisão com jarro apresentada no Teatro Imaculada (Belo Horizonte – Minas Gerais) em 18 de dezembro de 2009.

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