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Randa Kamel

18 nov

Quando pensamos no estilo egípcio de dançar, Randa Kamel com certeza será um dos nomes lembrados. Com movimentos limpos, batidas pequenas, porém, fortes e shimies potentes, Randa é dessas bailarinas que conseguem aliar técnica à interpretação.

Esta é sua característica principal. Seus passos e gestual são marcados pela tradução de sentimentos em movimentos, no melhor estilo egípcio. Isso não a impediu de absorver passos de balé, como pernas alongadas, chutinhos e cambrês.

Ela começou a dançar aos 12 anos, mas foi aos 16 anos que sua carreira realmente andou. Entrou para a Reda Troupe, grupo folclórico de Mahamoud Reda, do qual Farida Fahmy e Raqia Hassan participaram. Raqia é uma das responsáveis pelo sucesso de Randa, colocando-a no Ahlan wa Sahlam Dance Festival, evento promovido pela mestra. Alguns anos depois, Randa passou a ministrar aulas no festival. Diz-se que Raqia dizia que sua aluna possuía mais sentimento e compreensão do que é a dança oriental do que outras jovens bailarinas.

Nos anos 1990, participou do Cairo Meridian junto com Fifi Abdo. Durante os 7 anos em que esteve no Reda Troupe incorporou disciplina, método, cultura folclórica e como utilizar os braços.
Prefere as músicas mais antigas, como “Inta Omri” e “Gamal Gamal” e, claro, orquestras ao vivo. Em entrevistas, disse que adora Farid El Attrash, Oum Kulthoum e Abdel Halim Hafez.

Das bailarinas, Rada sabe reconhecer o que há de melhor em cada uma: gostados braços de Mona El Said, do quadril de Souhair Zaki, do estilo de atrair o público de Nagwa Fouad e da presença de palco de Fifi Abdo. Diferente de suas colegas, preferiu não ter carreira no cinema, pois afirma que os papéis que recebeu sempre eram estereotipados e as personagens eram pouco densas.

Algumas pessoas gostam bastante da dança de Randa, porém, estranham muito suas roupas, com decotes grandes e fendas largas. Se quiser ouvir um pouco de sua história de sua própria boca, vale a pena ver uma entrevista (em inglês) com a bailarina para a Vision Oriental TV. Vamos curtir um pouco do seu estilo no vídeo abaixo.

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Nagwa Fouad

12 ago

Inovadora, moderna, dedicada e apaixonada são características da egípcia Nagwa Fouad. A bailarina, que começou a carreira na década de 50, continuou em atividade até meados dos anos 90. Aperfeiçoava sua técnica explorando fusões na dança, arte que exercia com tanto carinho.

Filha de um egípcio e uma palestina, nasceu em 1942, em Alexandria, com o nome de Awatef Mohammed El Agamy. Assim como outras bailarinas, começou a carreira no Cairo, para onde se mudou na época em que completou 15 anos para trabalhar como telefonista da Orabi, agência de cinema.

Foi o próprio Orabi quem a incentivou a seguir profissionalmente na dança. Ela começou nas casas pequenas e, no início dos anos 60, já dançava nos famosos Sahara City e Auberge des Pyramides. Nagwa teve uma formação consolidada, fez a Mazloum Dance School e entrou para a National Dance Troupe, grupo folclórico. Assim, conseguiu estudar balé, jazz, dança contemporânea, além de dança egípcia clássica e folclórica. “Peguei o estilo de dança de Tahia Carioca e de Samia Gamal e criei um espetáculo teatral, como uma peça dramática,” afirma a própria bailarina

Sua história também foi marcada pelo cinema (foram mais de 350 participações, veja uma aqui), após ter atuado no filme “Sharei El Hob”. Nesta ocasião, ela dançou a música “Olulu”, de Abdel Halim Hafez.

Na opinião de Hossam Ramzy foi “o mais perto que podemos chegar à demonstração mais natural de uma verdadeira mulher egípcia comum (na melhor definição da palavra comum) que uma jovem poderia fazer. Perfeitamente inocente, cheia de amor, emocionalmente bem expressa, traduzindo todos os pontos da música de forma maravilhosa e retratando o enredo com um desempenho profissional que precisaria ser visto para ser acreditado”. Em outra ocasião, Hossam afirma que chorou de emoção ao ver a moça dançando ao vivo.

Nagwa também reúne outro feito, afinal são poucas as bailarinas que ganharam músicas de homenagem. “Qamar Arbaa-tashar” foi composta sob medida para ela por Mohamed Abdel-Wahab. Outros clássicos também foram feitos para ela. Você se lembra da “Shik-Shak-Shok“? Pois é, esta e outras como Ali Loze, Amar Arbaatasher, El Saidi, Naasa e Mashaael estão na lista.

Em tantos anos de carreira, reuniu muitas pessoas. Sua banda era composta pelos melhores e o grupo chegou a ter 35 músicos, 12 bailarinos, figurinista e coreógrafo. No vídeo abaixo, repare como ela sempre mantém a postura alongada, embora com braços relaxados e como prefere as ondulações como oitos e redondos emendados com pivôs. Apesar disso, quando utiliza batidas prefere fazê-las com muita intensidade.

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