Arquivo | novembro, 2010

Videoteca: Ísis

26 nov

Quem esteve no 11° Fiel (Festival Internacional das Escolas Luxor) conheceu um pouco mais do trabalho da mexicana Ísis. A moça esteve em terras brasileiras pela primeira vez e é uma das bailarinas mais conhecidas do seu país. Afinal, é famosa por participar do festival internacional de Amir Thaleb. Também foi responsável pelo evento Tapis Rouge, realizado em agosto na Cidade do México.

Durante o Fiel, seu workshop foi sobre solo de derbake. Há quem diga que a aula e sua apresentação foi fraca. Por outro lado, muitos elogiaram a performance e que ela liberou a gravação da sequência ao final da aula. Aliás, se quiser saber mais sobre os workshops você pode acessar o site oficial ou blogs. Quem não foi, pode aproveitar para apreciar a sua dança na videoteca de hoje.

E você, esteve no Fiel? Deixe aqui a sua opinião sobre a passagem de Ísis pelo Brasil.

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Asmahan

25 nov

A libanesa Asmahan se interessou pela dança do ventre quando viu a apresentação de Bal Anat, do grupo da Jamila Salimpour, durante uma feira da renascença, realizada em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela ficou encantada com o brilhos das roupas, o barulho das moedas dos cinturões, sem contar que achou a dança encantadora, feminina e espiritual.

Desde este momento, Asmahan percebeu que esta dança tinha uma energia de outro mundo. Não resistiu e foi conversar com a Jamila. Para sua surpresa, Jamila a convidou para dançar.

Nesta época, Asmahan trabalhava como estilista e fazia roupas para artistas, socialities da cidade, mas encontrou tempo para se dedicar a algumas aulas. Quem pensa que ela não teve dificuldade, está enganado. Diz-se que ela não tinha coordenação motora, noção de ritmo e achava que seria impossível aprender.

Mesmo assim, foi a fundo e se matriculou em cursos de snujs, derbakes, leitura musical e também história árabe. Ela aproveitou seu conhecimento como estilista e aplicou nas suas roupas de dança.

Asmahan ficou três anos em São Francisco e depois partiu para Londres. Lá, conheceu renomados músicos árabes e aprendeu a dançar com bandas ao vivo. Teve aulas com grandes nomes egípcios que ministravam aulas no país, como Mona el Said. Logo após foi para Viena, onde o nome Asmahan já era conhecido. Sua carreira estava decolando e resolveu ir para Cairo.

No país da dança do ventre, trabalhou em pequenos hoteis e quando visitava os locais mais famosos, conheceu Fifi Abdo. Durante a apresentação,
Fifi desafiou Asmahan – a estrela da Califórnia – a dançar. Para a surpresa de alguns presentes, ela arrasou e ainda ganhou o contrato que era assinado por Fifi para dançar em um grande hotel, chamado Meridian.

Aqui a orquestra passou a fazer parte de todas as suas apresentações. Seu sucesso atraiu o interesse de diversos empresários e Asmahan foi dançar no famoso hotel Mena House ao som de uma orquestra com 15 músicos.

Trabalhou com nomes grandes como  Nagwa Fouad e Tahia Carioca. Chocou muitos do ramo por ser considerada uma egípcia sem ter nascido e criada no país. Ficou dois anos no Cairo e retornou para Londres.

Asmahan acredita que os músicos são o sangue de uma bailarina, logo, tem que haver sintonia entre os dois.  A sintonia é tão grande que já fizeram um música especial para ela e nota-se como ela está conectada à música enquanto dança.

Como ela é libanesa, encontramos características comuns às bailarinas do Líbano: movimentos grandes e braços alongados. Ela é conhecida por apresentações-show, das quais algumas pessoas não gostam. Por exemplo, em uma apresentação aqui no Brasil, durante um festival da escola paulista Luxor de dança do ventre, ela entrou vestida como se fosse uma flor: pétalas ao redor do corpo.

Conforme ela dançava, ia retirando cada acessório. Para se ter uma ideia, separamos um vídeo dela dançando no navio que passeia pelo rio Nilo.

Suas roupas são bem chamativas e normalmente têm muito brilho. O cabelo costuma ficar solto e os olhos bem marcados para atrair todos os olhares. Com Asmahan podemos estudar como dançar com uma banda ao vivo assim como entender como é importante estudar os ritmos e instrumentos para dançar maravilhosamente.

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Dança das flores

24 nov

Esta modalidade de dança do ventre está ligada à natureza. As camponesas egípcias realizavam a colheita durante a primavera e para comemorar a fartura e também aliviar o trabalho árduo, elas dançavam.

Na região da Arábia Saudita, é comum ter apresentações de dança nas quais as bailarinas distribuem flores ao público. As músicas geralmente são alegres e as bailarinas costumam dançar também em dias festivos.

A bailarina pode dançar com as flores na mão, mas é mais comum que utilize um cesto que pode ter tanto a flor inteira como somente as pétalas. Não existe uma roupa específica, porém, é costume usar uma saia mais rodada por causa dos movimentos que são feitos.

Você pode brincar com o cesto, assim como o jarro. Coloque-o no ombro, na cabeça, ao lado do quadril enquanto passeia pelo palco ou realiza movimentos ondulatórios ou batidinhas. Além disso, você pode fazer movimentos com a própria cesta como oitos com os braços. Não há idade para se dançar a dança das flores.

É um charme jogar algumas pétalas pelo caminho enquanto realiza deslocamentos e até mesmo entregar algumas flores para o público. Como é um folclore ligado à terra, costuma ser dançado com os pés no chão.

Tem algum vídeo dançando com flores? Mande o link pra gente!

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