Arquivo | junho, 2010

Videoteca: o que destacar da música na hora de dançar

25 jun

Uma das grandes dificuldades quando começamos a dançar é saber que horas devemos marcar o ritmo, seguir a melodia e, quando tem, a voz do cantor. Escolhemos o vídeo da Nara El Hazine, (em breve biografia no Cadernos)  professora da rede de escolas Luxor, em São Paulo, para estudarmos juntas as mudanças de marcações desta bailarina. Reparem como ela combina todos os elementos e brinca na música de forma que a dança fica natural. Fora que ela é uma simpatia com o seu sorriso meigo e pessoalmente também. Este vídeo foi gravado em uma Festa árabe realizada em 21 de fevereiro de 2010, no teatro APCD, zona norte da capital.

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Saida (baladi)
Coreografia em grupo
Jillina (pop)
Romina (improvisação)

Petite Jamilla

24 jun


Falar que Petite Jamilla é a rainha dos dois véus não é pretensão já que esta modalidade é a especialidade desta bailarina que já lançou diversos dvds instrutivos sobre o assunto.

Filha de Jamilla Rasa, bailarina que uniu o folclore à dança moderna, ela resolveu adotar o nome Petite, pequena em francês, em homenagem à sua mãe.

A influência maternal fez com que esta americana iniciasse na dança desde cedo e o seu desenvolvimento foi tão grande que aos 19 anos já tinha lançado dois dvds instrutivos.

Em 2003, participou como bailarina convidada do  Bellydance Superstars. Um ano depois, integrou ao grupo como bailarina “de fundo”, mas não demorou muito para ganhar seu lugar como solista.

Suas apresentações geralmente envolvem dança com dois véus e muitos, MUITOS mesmo, giros. A sua postura é delicada e os movimentos grandes que faz dão a impressão que os véus fazem parte do seu corpo, tamanha a graciosidade. Quando dança sem eles, mantém a grandiosidade nos movimentos e destaca as marcações em seu quadril e abdôme.

No figurino, tem estilo próprio. Calças à  la “aladdin” com saia por cima e cinturões com poucas moedas ajudam no efeito dos giros e emolduram  os véus. No busto, ela carrega um pouco, mas nada de ficar com miçangas penduradas cobrindo a barriga.  Cabelos sempre soltos para acompanhar seu movimentos.

Hoje em dia ela viaja o mundo ministrando workshops e é capa de vários dvds de show, inclusive do grupo Bellydance Superstars.  Falando nisso, separamos dois vídeos desta bailarina dançando em shows do grupo. O de cima é a tradicional dança dos dois véus embalado por uma música moderna, faz parte do dvd “Live From Paris”, e embaixo, um trecho de tirar o fôlego: ela dança com 04  véus. Se quiser assistir inteiro, basta ver Bellydance Superstars “Babelesque”.

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Soraia Zaied
Fifi Abdo

Bengala ou bastão

23 jun

Imagine pastores nos campos cercando seus rebanhos com um longo bastão. Foi desta imagem que se originou a Tahtib, uma dança masculina da região de El Saaid, no Alto Egito, na qual homens simulavam uma luta com bastões chamados shoumas. Com o tempo, passou a ser dançada por mulheres e ficou conhecida como Raks (dança) El Assaya (bengala), ou a dança da bengala, que foi introduzida aos espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda.

A dança feminina exibe mais agilidade e charme, enquanto a masculina enfatiza a postura e a força. Por isso, a mulher pode utilizar o bastão ou bengala (bastão com curvatura na extremidade) para fazer movimentos com o instrumento, marcações batendo-o no chao, equilibrá-lo  ou usá-lo como moldura para o corpo. A bailarina pode fazer diversos tipos de giros com o bastão, horizontais, verticais, oitos, além usá-lo como apoio no chão ou no ombro em deslocamentos. Pode fazer batidas laterais, tremidinhos de quadril e busto, dar pulinhos e fazer marcações com o ombro.

Como uma dança folclórica, precisa ser apresentada com uma roupa típica. As mais tradicionais são as galabias. Outra opção são os vestidos, também fechados na barriga, mas um pouco mais justos. Em ambos os casos, sempre há um chale, lenço ou cinturão de moedas no quadril, para marcar bem sua movimentação. Também é comum usar lenços na cabeça.

Em geral, o Said e o Baladi são os ritmos mais comuns para esta dança, mas também existe com Maksoum e outros. Além disso, como se trata de uma dança folclórica, é muito fácil reconhecer o mizmar, que agora você já conhece em detalhes, nas músicas. Algumas fontes afirmam que Fifi Abdo, breve biografia no Cadernos de Dança, teria sido uma das primeiras bailarinas a usar bengalas nos shows. Atualmente, é comum ver apresentações com bastões duplos, influência da arte circense. No vídeo acima, da vencedora da categoria solo amadora do Mercado Persa 2009, é possível identificar as roupas citadas no texto, a referência às lutas que originaram a dança e os passinhos comentados.

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