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Como fazer a sua bengala ou bastão

10 nov

Já vimos por aqui como é a dança da bengala ou bastão. Agora queremos falar dos tipos de bastão que podemos usar na hora da dança. Primeiramente vamos entender a diferença entre uma bengala e um bastão. O primeiro tem uma curtavura na ponta enquanto que o segundo é todo reto. Simples, né?

Cores e pesos também podem mudar. Tudo depende da intenção da dança. Normalmente, ao dançar com dois bastões são escolhidos os bastões mais leves para facilitar os movimentos. Assim como as iniciantes na dança do ventre costumam começar suas aulas  com bengalas leves e mais baratas.

Um bastão novo pode sair por R$ 20 ou mais. Porém, se você está sem grana, não precisa se preocupar. Há maneiras de gastar menos e ter seus acessórios para treinar.

Se você tem dons para o artesanato e prefere ter o seu bastão com a sua cara, é muito simples. Para fazer uma bengala de madeira,  você pode ir ao sítio de uma amiga e aproveitar os galhos que caíram de alguma árvore. Escolha um que o tamanho bata até o seu umbigo ou simplesmente corte no tamanho ideal.

Depois, mãos à obra! Se não souber talhar a madeira, vale pedir para quem sabe. A dica mais importante, se você quiser um brilho a mais, é passar verniz. Assim, ela fica com um tom mais bonito. O mesmo pode ser feito com um pedaço de bambu. Basta cortar e voilà! Nem precisa talhar, ele já fica lindo.

Agora, se você é uma bailarina mais urbana e não gosta de se aventurar pelo mato, não tem problema. Você pode ir até aquelas lojas do estilo “pegue e faça” e comprar um bastão quase pronto, ou aqueles usados para fazer gaiolas de madeira. Lá ele já estará lixado e prontinho para você enfeitar. Você consegue comprar gastando cerca de R$ 3 a R$ 5.

Aqueles bastonetes usados como suportes para banners também dão bons resultados. Em geral, eles têm o peso ideal para começar seus treinamentos. Procure em casa, entre seus familiares e conhecidos aqueles de aproximadamente 90 cm. Não precisa fazer mais nada, pois é provável que tenham o tamanho certo para você.

Na hora de enfeitar, vai da sua criatividade. É aqui que aparece na maioria das vezes as bengalas douradas e prateadas. Usa-se papel brilhante e pode-se usar cola comum e passar folha contact por cima para proteger e fazer com que o acabamento dure por muito tempo.

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Videoteca: Dança folclórica de casal

27 ago

Nós já estudamos o ritmo Said e falamos um pouco sobre a dança com bastões e bengalas. Nesta semana, o destaque do Cadernos é folclórico, afinal a dança do ventre tem muito mais do que só músicas clássicas.

Por isso, Márcio Mansur e Kahina, formada na famosa casa de chá paulistana Khan el Khalili, foram escolhidos para ilustrar uma dança folclórica combinando esses elementos que já falamos algumas vezes por aqui.

Aproveitem que é raro ver apresentações de homens para reparar no Márcio, que é o destaque no enquadramento. Veja como o casal interage, ora separados e ora juntos e envolvidos um pelo outro. O contato visual é muito importante neste momento.

Repare na postura de ambos, nada de braços alongados e sempre com pé no chão, enfatizando o contato com a terra e com as origens familiares. Note também como as vestimentas são diferentes das quais estamos mais acostumadas a ver.

A apresentação foi feita em Brasília, em novembro de 2007, durante as Noites do Harém. E você, também gosta de folclore? Deixe a sua opinião e comente o vídeo enquanto preparamos novos posts.

Veja + Videoteca
Aziza
Jillina, Amara e Angeles
Mahira Hassan
Suhaila Salimpour (interpretação)
Sadie (dissociação corporal)
Amir Thaleb (homens na dança do ventre)
Sonia (derbake)
Romina (improvisação)
O que destacar da música na hora de dançar
Saida (baladi)
Coreografia em grupo
Jillina (pop)

Bengala ou bastão

23 jun

Imagine pastores nos campos cercando seus rebanhos com um longo bastão. Foi desta imagem que se originou a Tahtib, uma dança masculina da região de El Saaid, no Alto Egito, na qual homens simulavam uma luta com bastões chamados shoumas. Com o tempo, passou a ser dançada por mulheres e ficou conhecida como Raks (dança) El Assaya (bengala), ou a dança da bengala, que foi introduzida aos espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda.

A dança feminina exibe mais agilidade e charme, enquanto a masculina enfatiza a postura e a força. Por isso, a mulher pode utilizar o bastão ou bengala (bastão com curvatura na extremidade) para fazer movimentos com o instrumento, marcações batendo-o no chao, equilibrá-lo  ou usá-lo como moldura para o corpo. A bailarina pode fazer diversos tipos de giros com o bastão, horizontais, verticais, oitos, além usá-lo como apoio no chão ou no ombro em deslocamentos. Pode fazer batidas laterais, tremidinhos de quadril e busto, dar pulinhos e fazer marcações com o ombro.

Como uma dança folclórica, precisa ser apresentada com uma roupa típica. As mais tradicionais são as galabias. Outra opção são os vestidos, também fechados na barriga, mas um pouco mais justos. Em ambos os casos, sempre há um chale, lenço ou cinturão de moedas no quadril, para marcar bem sua movimentação. Também é comum usar lenços na cabeça.

Em geral, o Said e o Baladi são os ritmos mais comuns para esta dança, mas também existe com Maksoum e outros. Além disso, como se trata de uma dança folclórica, é muito fácil reconhecer o mizmar, que agora você já conhece em detalhes, nas músicas. Algumas fontes afirmam que Fifi Abdo, breve biografia no Cadernos de Dança, teria sido uma das primeiras bailarinas a usar bengalas nos shows. Atualmente, é comum ver apresentações com bastões duplos, influência da arte circense. No vídeo acima, da vencedora da categoria solo amadora do Mercado Persa 2009, é possível identificar as roupas citadas no texto, a referência às lutas que originaram a dança e os passinhos comentados.

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Dança do Jarro

Os snujs
Véu
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