Sete véus

22 set

Hadara Nur, no vídeo acima faz a misteriosa dança dos sete véus. Mas qual é a origem desta dança? A dança dos sete véus está relacionada aos rituais que as sacerdotisas praticavam dentro dos templos em homenagem à deusa Íris e aos mortos.

Como é uma simbologia para a entrada no mundo oculto, elas deviam se purificar antes de entrar no sagrado. Para isso, dançavam retirando cada véu e acessório para deixar todos os elementos materiais na Terra.

Tem gente que relaciona esta dança com a história de Salomé que teria dançado para o rei em troca da cabeça de São João Batista, mas na Bíblia não há uma referência clara a esta modalidade, mas sim que ela dançou.

Outra pessoas dizem que os setes véus simbolizam os nossos 7 chackras ou as cores do arco-íris. Bastante mistério para uma dança, não? Para saber quais movimentos fazer com cada véu, devemos saber o significado de cada cor.

O primeiro véu, vermelho, é Marte e representa a agressivdade e a paixão, sentimentos fortes que devem ser deixados de lado para entrar no reino espiritual. É também o chakra base que fica na região da espinha, é o poder da energia sexual, por isso a bailarina normalmente entra como o véu de três metros solto, fazendo movimentos como mistério, deusa, giros e batidas fortes e shimies.

O segundo véu, laranja, é Júpiter responsável pelo sentimento de proteção e ajuda ao próximo. Além disso, representa o chackra sexual, por isso o véu costuma estar preso e enrolado no quadril. Daí a importância de executar movimentos como batidas laterais, oitos, redondos, tudo que seja na região do umbigo ao quadril.

O véu amarelo cobre a barriga da bailarina. Isso porque ele representa o chakra do plexo solar, no umbigo, e também o sol. Ele representa a eliminação do orgulho e vaidade, ao mesmo tempo em que traz esperança e alegria. Na hora de dançar, dê preferência por movimentos com a barriga, como ondulações abdominais, oitos para cima e para baixo e redondos internos.

O quarto véu é verde, o chakra cardíaco que também corresponde ao planeta Mercúrio. Costuma ficar preso em um dos braços justamente para mostrar que o ser humano vive em divisão, mas que podem vencer a indecisão e equilibrar seus sentimentos opostos. Aqui, use e abuse de movimentos com os braços e bustos: redondos, braços serperntes simbolizam bem o véu verde. Ele pode ser até menor, já que fica preso ao braço, mais ou menos 1 metro.

O antepenúltimo véu, o azul, é Vênus e simboliza o chakra laríngeo. Por isso, ele fica preso ao pescoço da bailarina, mas algumas bailarinas preferem colocar no outro braço, em equilíbrio ao verde. Ele mostra a superação da dificuldade de expressão, ressalta a honestida e a paz interior. Movimentos com a cabeça são os mais usados, mas se colocado no braço, a regra é a mesma para o quarto véu.

O véu lilás é o chacra central e representa Saturno. É a abertura da consciência para o mundo espirtual. Geralmente ele cobre o rosto da bailarina como chadô e os movimentos são mais serenos e suaves com a cabeça e o olhos e a retirada dele é quase triunfal, pois falta pouco para a sacerdotisa estar pronta para entrar no mundo oculto.

O sétimo e último véu é de cor branca e representa a lua e o chakra coronário. É a união de todas as cores e significa a pureza. Ele fica preso à cabela da bailarina como os véus beduínos e você deve fazer movimentos leves, como flutando…giros são benvindos, principalmente na hora de retirar o véu.

Depois de tirar tanto véu, onde eles vão parar? Tem gente que prefere fazer um círculo em volta da bailarina, deixando o vermelho atrás e deixando cair em sentido horário, representando os sete portais que passamos ao chegar no outro mundo. Há outra pessoas que fazem uma fileira à frente do palco e vão dançando entre os véus, conforme vão caindo. Só nunca vimos jogarem tudo em um bolo só.

A roupa por debaixo de tanto véu costuma ser simples, com calça e de cor clara. Nada de bordados e pedrarias pesadas, já que a ideia era ficar nua depois de retirar todos os véus. Para dançar com calma, escolha uma música com média de 7 minutos, para você ter ao menos 1 minuto para trabalhar cada véu. É um momento sereno e sublime, encarne a sacerdotisa em busca da verdade e deixe a sua dança mais suave a cada queda de véu.

Uma dúvida comum é: dançar solo ou em grupo? A purificação é algo que vai acontecer com todas as sacerdotisas, mas cada uma no seu tempo, por isso solos sãos mais apreciados que coreografias em grupo, mas nada impede.

Para ilustrar, separamos um vídeo da bailarina Sasha Holtz se apresentando no espetáculo “Flicts”, da academia Study Arts em 16 de novembro de 2005.

Veja + Acessórios de dança aqui

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Uma resposta to “Sete véus”

  1. Hanna Aisha outubro 15, 2010 at 12:18 pm #

    Acho que essas histórias arquetípicas dentro da Dança do Ventre são interessantes para ajudar as bailarinas a comporem um roteiro para sua performance.
    Mas sei lá, não pensaria em me purificar numa situação dessa.
    Beijos

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